O telefone emitiu o bip enquanto chamava. Após quatro impulsos, alguém atendeu do outro lado.
- Estou sim?
Era a voz de uma menina, aparentemente com cinco anos.
- Sim, eu gostaria de falar com o Thomas.
- Eu vou chamar o papá.
Papá? Isso queria dizer que já era avô, e nem sequer sabia. A dor e a desilusão de se ter afastado de quem mais amava aumentava a cada segundo de espera. Deu por si a chorar compulsivamente e, quando do outro lado ouviu a voz do seu filho respondendo "sim?", faltaram-lhe as forças e desligou o telefone.
Mas que raio de pai era ele? Pensava. Um pai que abandonara quem mais precisava dele, e agora nem sabia que a família crescera. Não culpava o filho por não lhe ter contado. Culpava-se a si próprio por não ser um pai presente.
Alfred cautelosamente, abriu a grandiosa porta de carvalho escurecido que rangeu levemente ao ser empurrada.
-O senhor sente-se bem? Precisa de alguma coisa? - perguntou.
-Aquilo de que precisava ninguém me pode dar. Por acaso detém uma máquina do tempo, Alfred?
Este negou com a cabeça. -Bem me parecia. Ninguém me pode ajudar. Errei e tenho que corrigir os meus erros sozinho, custe o que custar. Sabia que já sou avô? Pois, nem eu sabia. Mas eu vou remediar o que fiz, ou, pelo menos, atenuar. Ai se vou ...
E com estas palavras saiu de casa em direcção ao carro, que desapareceu na penumbra que se fazia sentir devido ás baixas temperaturas de um Inverno rigoroso....
Explica-me uma coisa... isto é uma história escrita por ti? :)
ResponderEliminaré sim prin. porquê? :)
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